A Pequena Mulher de Verde
Pode ser que um dia a mulher de verde abra a sombrinha que carrega à espera de um sol antigo e que enfim se queime sentada à espera de alguém. Pode ser que ela ainda dispa a lã verde triste que a cobre e descobre em mim também passos pesados de solidão. Pode ser que ela de repente desça uma ladeira leve que voe com ela para onde a pressa a leve sem compromisso.
A mulher de verde existe e não sou eu. O cabelo dela é preto oposto do meu. E no entanto o fim desta história sou eu a descrever aquilo sobre que nada sei e provavelmente sobre o que nunca acontecerá com esta mulher que limitou a sua entrada na minha vida à uma paisagem.
